terça-feira, 21 de janeiro de 2020

História de VIDA

24 de março de 70,
No Lombinho, aconteceu
Algo maravilhoso:
A Marta Ferraz nasceu.

João e Natividade
Com seis a alimentar,
Mais uma filha nos braços,
Acabaram por abraçar.

Uma extrema pobreza,
Que me fez crescer.
Uma infância difícil,
Tive muito que aprender.

As brincadeiras de criança
Era o que me alegrava,
Junto com os meus onze irmãos,
As dificuldades ultrapassava.

E seis anos se passaram,
A escola comecei.
Queria muito aprender,
Dos professores, não gostei.

Com o sexto ano,
A escolaridade finalizou.
Não pude continuar,
O meu sonho acabou.

A falta de dinheiro
Foi a grande razão.
Quando fui informada,
Cortou-me o coração.

Março de 85,
Lá comecei a trabalhar.
A família era grande,
Ajudava a sustentar.
Continuei crescendo,
Poucas foram as transgressões.
Conquistando terreno,
Acertando nas decisões.

As paixões iniciaram,
E também os amores.
Algumas alegrias,
Tantos os dissabores.

Para Itália fui viver,
Conhecer nova cultura.
Durante cinco anos,
Que grande aventura!

1997 foi um ano
De grande transformação.
Um grande amor,
Atravessou meu coração.

O meu primeiro filho,
Amor sem igual.
Razão do meu viver,
Sentimento natural.

Foi este ser humano
Que tudo me ensinou,
Dois anos depois,
A história duplicou.

Neste mesmo ano, conheci
O médico da minha alma:
A palavra do meu Deus,
O que melhor me acalma.

Casada e com dois filhos,
Continuo a lutar.
Aos 49 anos,
Recomecei a estudar!


Formanda
: Marta Ferraz – Turma NS2
Formadora: Dalila Ornelas (CLC)

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Visita de estudo - Empresa de Electricidade da Madeira - Casa da Luz

No dia 11 de janeiro de 2020, as turmas dos Cursos EFA, B2-1 e NS1, tiveram oportunidade de conhecer, de forma aprofundada, o Museu de Electricidade da Madeira, vulgarmente conhecido por Casa da Luz.
Foram veiculadas informações acerca da história da eletricidade, desde os primórdios da iluminação pública, em 1846, em que as ruas centrais da cidade do Funchal eram iluminadas por candeeiros alimentados a azeite.
A 22 de maio de 1895, o progresso chegou à ilha da Madeira com a instalação da luz elétrica. A Câmara do Funchal fez uma concessão ao engenheiro portuense Eduardo Augusto Kopke para a iluminação pública do Funchal. Um ano depois, este contrato foi transferido para a empresa inglesa The Madeira Electric Lighting Company Limited, conhecida como Companhia da Luz Elétrica. 
A luz elétrica no Funchal foi inaugurada em 1897. A primeira central tinha apenas um grupo gerador a vapor, com potência de 35 cv.
O edifício sede da Empresa de Electricidade da Madeira, situado na Avenida do Mar e  apelidado pelos madeirenses de "Casa da Luz", foi construído em 1956, tendo sido projetado pelo Arquiteto Chorão Ramalho
Foi uma manhã de sábado muito proveitosa em termos de conhecimento da História da nossa ilha, uma vez que, para muitos formandos, foi uma oportunidade única de conhecer este edifício e a história da eletricidade na nossa região.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Atividade Integradora: Missa do Parto - Igreja Matriz do Caniço

No passado dia dezanove de dezembro, a Igreja esteve engalanada para receber os fiéis, com destaque para os ilustres formandos dos cursos EFA da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos do Caniço. Vivenciava-se o ambiente natalício com especial alegria, uma vez que estavam formadores e formandos reunidos para assistir a uma eucaristia muito especial: a Missa do Parto, tradição secular da Região Autónoma da Madeira.
No final da Missa, todos se juntaram para partilhar o cacau, as sandes, bolos e licores. A conversa foi animada por risos e condimentada com votos de festas felizes!
Todos se despediram para uma pausa merecida, após meses de trabalho árduo.
Que 2020 seja rico em conhecimento, partilha, amizade e muita saúde!



                               https://www.youtube.com/watch?v=o434Y24GWzk

Portugal e os idosos

Em pleno século XXI, Portugal tem cerca de um terço da população envelhecida.
Os idosos enfrentam o problema do abandono porque a família, muitas vezes, não tem condições para lhes prestar auxílio e acompanhamento total e permanente.
Sentem-se, assim, um “fardo” demasiado pesado para os filhos que não têm tempo disponível para eles.
A nossa sociedade está organizada para quem produz, enquanto isso, os velhos ficam “arrumados” em instituições, tão imóveis e amestrados quanto possível.
Por todas estas questōes, as pessoas idosas devem estar em convívio com outras pessoas da mesma idade, fazer exercício físico e outras atividades que os mantenha ativos para o seu bem estar físico e mental.
Na minha opinião, devemos ser mais tolerantes e cooperantes com os nossos idosos.
Apesar de termos uma vida agitada e com pouco tempo livre, às vezes, basta arranjar um tempinho para ouvi-los e darmos uma palavra de conforto e carinho.
Formanda: Albertina Rodrigues (Turma NS2)
Formadora: Dalila Ornelas (CLC)



terça-feira, 17 de dezembro de 2019

A Missa do Parto - uma tradição madeirense

As novenas que antecedem o Natal, a época mais festiva na ilha da Madeira, são denominadas de  “Missas do Parto”. 
As Missas do Parto são, na prática, um ritual de preparação dos fiéis para o nascimento de Jesus e ocorrem do dia 15 ou 16 até ao dia 24 de dezembro.
Estas celebrações, próprias da sociedade madeirense, ocorrem de madrugada, cerca das cinco horas da manhã, e contam com grande afluência de cristãos católicos ou, simplesmente, curiosos. É uma devoção mariana e comemora os nove meses de gravidez da Virgem Maria ou Nossa Senhora do Ó, designada, na Madeira, por Senhora ou Virgem do Parto. Por esse motivo, as missas iniciam-se nove dias antes do Natal e terminam com a Missa do Galo, à meia-noite, no dia 24 de dezembro, cujo objetivo é celebrar o nascimento do Menino Jesus.
Grande parte dos historiadores acredita que esta tradição terá sido introduzida, na ilha da Madeira, pelos primeiros colonizadores, provenientes do Minho, das Beiras, do Alentejo e do Algarve.
O ritual das Missas do Parto perpetuou-se devido ao caráter fechado da sociedade rural madeirense, ao isolamento das freguesias da ilha e à insularidade.
Em pleno século XXI, a Missa do Parto continua a ser, inegavelmente, uma tradição natalícia única!
Formadora: Dalila Ornelas (CLC)


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Peça de teatro O Triunfo dos Porcos

No dia 29 de novembro, as turmas dos níveis Básico e Secundário dos cursos EFA dirigiram-se ao Teatro Municipal Baltazar Dias para assistir à peça de teatro O Triunfo dos Porcos, baseada na obra de George Orwell. A dramaturgia e encenação foram da responsabilidade de Duarte Rodrigues, do grupo teatral GATO. 
O Triunfo dos Porcos é uma alegoria à revolução russa de 1917 e a ação passa-se numa quinta onde vivem animais de várias espécies. Estes animais, devido às más condições em que vivem, decidem iniciar uma revolução para assumir o controlo da quinta com o objetivo de alcançar a tão ansiada liberdade e igualdade entre todos os animais.
Para o efeito, os animais estabelecem e afixam publicamente as regras do novo regime que designam por Animalismo. Os sete mandamentos do Animalismo estabelecem que aquele que andasse em duas pernas era inimigo, o que andasse em quatro patas ou asas era amigo, nenhum animal deveria vestir roupas, dormir numa cama, beber álcool, matar outro animal e, por fim, que todos os animais eram iguais.
Com o passar do tempo, as condições de vida dos animais, ao invés de melhorarem, sofrem um agravamento, com exceção dos porcos, que assumem o controlo da quinta e contrariam todos os mandamentos que outrora haviam estabelecido.
No final da alegoria, os sete princípios do Animalismo são substituídos por um único mandamento: “todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que outros”.