VAMOS RECORDAR O CARNAVAL...PORQUE NINGUÉM LEVA A MAL!
Formandos das turmas NS1 e NS3
Floresta Laurissilva ameaçada pelas Invasoras
A
vontade de controlar as espécies invasoras é um tema atual, mas polémico.
Pessoalmente, sou totalmente a favor que acabem com estas plantas exóticas.
Considero
que é muito importante que comecemos a agir, porque estas mesmas espécies
consomem muita água; por exemplo, o eucalipto seca os lençóis freáticos. As
plantas exóticas também ameaçam as belas espécies endémicas da Madeira, como o
azevinho, o barbuzano, o feto, o maçaroco entre outras, uma vez que estas se
propagam rapidamente e tomam conta de todo o solo e matam a vegetação
circundante.
No
entanto, há quem contra-argumente que talvez seja importante construir mais
poços, onde se pudesse aproveitar mais a água da chuva que se perde nas
ribeiras, até para compensar os “pseudo-estragos” das plantas exóticas. Além
disso, seria prejudicial para os comerciantes, que lucram com a venda de
hortências, por exemplo, erradicar as plantas invasoras.
Porém,
sabemos que não só não haverá orçamento suficiente da parte do governo para as
construções de tantos reservatórios de água, como também não resolveria o
problema.
Consequentemente
valerá a apena continuar a reproduzir e a disseminar estas espécies, pondo em
causa as nossas plantas endémicas e as nossas reservas de água?
Em
suma, tendo em conta os argumentos e contra-argumentos expostos, continuo a
defender totalmente o seu controlo para o bem da nossa biodiversidade.
Liliana Ponte, formanda da turma NS3
"Disfunções Sexuais: Deixe as Desculpas e Passe à Ação"
No passado dia 20 de fevereiro, os formandos dos Cursos EFA foram desafiados a desmitificar tabus com a palestra "Disfunções Sexuais: Deixe as Desculpas e Passe à Ação".
Em mais uma ação da Farmácia do Caniço, a Dra, Jacqueline Silva, médica de Medicina Geral e Familiar, abordou as causas, os tratamentos e as soluções que existem para recuperar a confiança e a vitalidade na vida íntima de homens e mulheres.
Assim, a especialista apresentou alguns dos sinais que importam identificar, no sentido de haver uma maior consciencialização para esta problemática tão sensível. Nos homens, os sinais incluem, nomeadamente, incapacidade de atingir ou manter uma ereção; ejaculação ausente ou retardada, apesar da estimulação sexual suficiente; ejaculação precoce ou prematura (incapacidade de controlar o momento da ejaculação). Nas mulheres, os sintomas podem ser, por exemplo, incapacidade de atingir o orgasmo; lubrificação vaginal inadequada antes e durante a relação sexual; e incapacidade de relaxar os músculos vaginais o suficiente para permitir a relação sexual.
A disfunção sexual pode ser originada não só por fatores físicos como também emocionais. Por isso, deve ser encarada como um problema de saúde que ocorre em qualquer fase da nossa vida adulta.
Não obstante, falar dos problemas que nos impedem de ter uma vida sexual satisfatória ainda é um tabu que impede homens e mulheres de procurarem ajuda médica, com claras consequências para a sua qualidade de vida, física e mental.
Apesar de confrangedora, os formandos foram unânimes em considerar a palestra muito importante: falar de temas difíceis, num lugar seguro, sem juízos de valor, é fundamental para a construção de homens e mulheres mais informados, conscientes e conhecedores dos passos que devem dar para terem vidas sexuais mais saudáveis.
Se consegue identificar, em si, alguns dos sintomas acima apresentados, consulte um ginecologista ou um urologista.
O tratamento existe. Procure ajuda.
Célia Gonçalves (EFA)
"Violência no Namoro"
Por altura do Dia dos Namorados, as lojas enchem-se de romantismo, com inúmeras sugestões de prendas para mimar a nossa cara metade. Todavia, também nos serve como pretexto ideal para falar do lado mais obscuro das relações afetivas: a violência física e psicológica que existe e persiste, com consequências trágicas para as vítimas de violência doméstica.
Este foi o mote perfeito para a palestra que teve lugar no dia 13 de fevereiro, às 19:30, na Escola Básica dos 2.º e 3.º ciclos do Caniço, com a presença da Dra. Rubina Leal, na qualidade de socióloga.
Os formandos dos cursos EFA foram sensibilizados para uma problemática que é transversal a todos os estratos sociais e que não se limita a uma faixa etária. Na verdade, com base nos estudos realizados pela UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta - os números mostram que, entre os mais jovens, 60% admitiu já ter sido vítima de comportamentos violentos e 67% dos jovens consideram legítima a violência no namoro (dados de 2022).
Os nossos formandos são adultos, muitos têm filhos, por isso, uma responsabilidade acrescida, no sentido de os educar para relações saudáveis, com base no respeito e na comunicação, com um objetivo muito importante: quebrar os ciclos que perpetuam a violência entre homens e mulheres.
Célia Gonçalves (EFA)
Conhecer para Proteger:
uma responsabilidade de todos
A floresta
Laurissilva e a ameaça das EEI
No passado dia
6 de fevereiro, pelas 19:30, os formandos dos Cursos EFA (níveis Básico e
Secundário) tiveram a oportunidade de assistir à Palestra, “Conhecer para
proteger: a floresta Laurissilva e as espécies invasores”, com a presença do
biólogo, Carlos Lobo, e da engenheira florestal, Cristina Medeiros, ambos técnicos
do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN).
Sendo a floresta
Laurissilva um recurso natural muito valioso, é imperativo conhecer
este ecossistema único, cujas espécies
endémicas constituem um património raro a nível mundial, já reconhecido
pela UNESCO, em 1999.
O biólogo,
Carlos Lobo, procedeu a uma apresentação pormenorizada das espécies que fazem
parte da floresta Laurissilva, e que se encontram estratificadas por diferentes
níveis: num nível superior, as árvores de grande porte, nomeadamente, o loureiro,
o til, o barbuzano, o vinhático; num nível intermédio, abundam os arbustos como
as urzes e o sanguinho; por fim, num estrato mais baixo, por exemplo,
encontramos os fetos e os líquenes.
O técnico
sublinhou, ainda, os importantes papéis que a floresta Laurissilva desempenha
nas mais variadas vertentes, apesar de ocupar
apenas 20% do território insular: defesa contra a erosão; manutenção dos
caudais de ribeiras, nascentes e levadas; produção e regularização da água
utilizada para o consumo humano, nas suas mais diversas atividades.
A
segunda parte da palestra foi da responsabilidade da engenheira florestal,
Cristina Medeiros, que nos alertou para a existência de espécies exóticas
invasoras (EEI), que constituem uma das principais ameaças à biodiversidade na
ilha da Madeira, com graves consequências para o nosso clima. Por isso, o
controlo de EEI é fundamental para a conservação das espécies e dos seus
habitats naturais. A luta contra as espécies
exóticas invasoras depende de todos nós. A melhor estratégia é a PREVENÇÃO.
Não obstante,
há desconhecimento e resistência quanto a esta problemática, dado que algumas
das espécies (por exemplo, as hortências, as plumas, a lantana) já se encontram
enraizadas nas tradições culturais madeirenses, quer como plantas ornamentais
para jardins e arruamentos, quer pelo facto de fazerem parte do nosso universo
de memórias.
A
reação dos formandos, auscultados à posteriori, foi diversa. Umas de espanto: “Não
sabia que existiam plantas ditas “invasoras”; “Deviam proibir estas plantas”; “Afinal,
as nossas atividades podem potenciar a propagação das invasoras”. Outras de
desconfiança: “Sempre vendi hortências e agora dizem que não devo?!”; “É o
próprio governo que as planta nas bermas das estradas!”.
Concluímos,
por isso, que há ainda um longo percurso a percorrer no
sentido de não só dar a conhecer a riqueza dos nossos recursos naturais, como também
sensibilizar a população madeirense para a sua proteção através da irradicação
das invasoras porque é fundamental, tal como o nosso Projeto
Interdisciplinar indica, “Conhecer para Proteger”.
Célia Gonçalves (EFA)