A T3 convida-os a visitar a exposição patente na biblioteca da nossa escola, no âmbito do NG2- Ambiente e Sustentabilidade, com o tema "Do Lixo Se Faz Arte!"
quinta-feira, 14 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
JORNADAS DO AMBIENTE
Saída de Campo – 19 de maio de 2012
Ribeiro Frio - Balcões
Iniciámos a partida da escola e seguimos rumo ao
Ribeiro Frio. Aquando da chegada o tempo, sem qualquer surpresa nesta altura do
ano e devido à localização, não estava a nosso favor, mas decidimos fazer a
caminhada.
A caminhada pedestre iniciou-se na E.R. 103 do
Ribeiro Frio, acompanhando o curso da Levada da Serra do Faial, até ao
miradouro dos Balcões, que tem uma vista panorâmica sobre o vale da Ribeira da
Metade.
Circundantes à levada predominam as mais variadas
espécies endémicas entre as quais os Loureiros (Laurus novocanariensis), os
Vinháticos (Persea indica), a Uveira da Serra (Vaccinium padifolium), as
Orquídeas da Serra (Dactylorhiza foliosa) e também árvores exóticas de folha
caduca tais como os Carvalhos (Quercus robur) e os Plátanos (Platanus x
acreifolia) que se distribuem regularmente na margem do caminho.
No Miradouro dos Balcões deparámo-nos com uma vista
esplêndida, coberta pelos vales verdejantes caraterísticos da Floresta
Laurissilva, a qual adquire especial importância como “produtora de água”, pois
aproveita-se das águas carregadas pelos nevoeiros que ao tocar nas folhas das
plantas caem em gotas e são conduzidas em grandes quantidades até ao solo,
alimentando posteriormente as nascentes e as ribeiras. A Central Hidroelétrica
da Fajã da Nogueira, totalmente visível deste ponto, é testemunha do valor que
esta floresta traduz para a ilha da Madeira, produzindo eletricidade com a água
retida e abastecendo todo o concelho de Santana.
Com alguma sorte, o que não foi o nosso caso, é
possível avistar o Bisbis (Regulus ignicapillus maderensis), o pássaro mais
pequeno da floresta madeirense, o Tentilhão (Frigilla coelebs maderensis), a
Lavadeira (Motacilla cinerea schmitzi), o Melro-preto (Turdus merula cabreae),
o Papinho (Erithacus rubecula), a Manta (Buteo buteo harteti) e o raríssimo
Pombo Trocaz (Columba trocaz).
De regresso ao Ribeiro Frio, pelo mesmo percurso,
aproveitámos para adquirir algumas recordações do artesanato regional e
redescobrir, no Parque Florestal do Ribeiro Frio, os viveiros de trutas
Arco-íris (Oncorhynchus mykissWalbaum) do Posto Aquícola do Ribeiro Frio, cujo
principal objetivo é a sua produção para o repovoamento das linhas de água da
ilha da Madeira.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
JORNADAS DO AMBIENTE
No dia 10 de
maio de 2012 teve lugar na nossa escola as Jornadas do Ambiente. No painel dos
preletores estiveram presentes o Professor Doutor Engenheiro João Batista, a
Dr.ª Paula Marília Figueira, o geógrafo Dr. Ilídio Sousa e o Professor Doutor
Hélder Spínola.
No primeiro
fórum intitulado “Geodiversidade no concelho do Funchal: Cultura, Turismo e
Ambiente”, o Professor João Batista presenteou o público com imagens do passado
e do presente para demonstrar as modificações ao longo da linha de costa do
Funchal. Deu a definição de aluvião, referindo os vários aluviões que
aconteceram na ilha da Madeira, nomeadamente o de 1803, 1976, 1993 e mais
recentemente o de 2010. Falou dos fatores inerentes aos aluviões, nomeadamente
a descompressão do terreno, o rebaixamento do nível freático e a consequente
modificação do regime hidrológico, o que provoca fissuras nos edifícios
circundantes, não esquecendo também o estrangulamento dos cursos de água. Foram
feitas também algumas recomendações para minimizar os efeitos dos aluviões.
Numa outra
fase da sua apresentação falou sobre a importância da calçada madeirense,
inspirada no bordado madeira - a “calçada de pedra miúda”, fazendo referência
ao facto de mestres calceteiros madeirenses terem ido para o continente fazer
calçada madeirense, mas com calcário.
Referiu também
a íntima ligação da cidade de Aveiro com o Funchal, nomeadamente através de
cacos cerâmicos e seixos, materiais vulcânicos que foram transportados do
Funchal para Aveiro. Mencionou, ainda, a Sé do Funchal como um monumento único
no mundo pela qualidade das pedras utilizadas na construção e a sua variedade
cromática.
O segundo
fórum contou com na presença da Dr.ª Paula Marília Figueira, com o tema “A
Floresta Laurissilva…o habitat da Biodiversidade… um património mundial”. O
objetivo da sua intervenção foi o de promover e sensibilizar para o
conhecimento e preservação do ambiente, não esquecendo a importância do
voluntariado, que tem na sua base o gosto pela natureza e a valorização da importância
da floresta.
Fez referência
aos vários tipos de vegetação existentes na Madeira: Zambujal, Laurissilva do
barbusano, Laurissilva do Til e do Vinhático e Urzal de altitude – uma floresta
que se formou há milhões de anos, mas que persiste até ao presente. Ressaltou
que a floresta da Madeira prima pela sua biodiversidade, ou seja, pela grande
diversidade de espécies que nela podemos encontrar, não esquecendo a
importância dos cursos de água. Finalizou a sua apresentação referindo que
“Conhecer e respeitar a floresta…é um dever de todos nós!”.
A segunda
parte das Jornadas, iniciou-se com a apresentação do geógrafo Dr. Ilídio Sousa
que trouxe o tema “Catástrofes naturais: O Homem e a Natureza “, mencionando a
evolução do homem e como essa evolução se traduziu no meio ambiente,
salientando a sua intervenção cada vez mais marcante no território. Deu alguns
exemplos no mundo: Pearl Harbor, no
Havai, onde o Homem construiu dentro e à volta da cratera do vulcão, referindo
que neste caso este tipo de povoamento não é um risco, pois o vulcão está
extinto; enquanto que em Nápoles, na Itália, existe risco para a população, uma
vez que o vulcão está ativo.
Referiu que a
presença humana é por vezes ameaçada por fenómenos naturais destrutivos e
mostrou o registo das 40 piores catástrofes ocorridas no mundo entre 1970 e
2009. Salientou que ao se adicionar a um fenómeno natural extremo a exposição
de pessoas, bens e/ou equipamentos criamos situações de risco.
Salientou que
é necessário conhecer os riscos para prever os danos e melhorar a capacidade de
resposta da população perante situações de risco.
Por fim, assistimos
à intervenção do Prof. Dr. Hélder Spínola que apresentou o tema “O Défice
ecológico” apresentando causas e algumas soluções para prevenir o défice ecológico.
Alertou a plateia para o risco que todos corremos ao consumirmos os recursos
naturais do planeta até à exaustão e a uma velocidade maior do que aqueles são
produzidos, ou seja, ao vivemos acima das possibilidades ecológicas do planeta.
Devemos então, na opinião deste preletor, pensar no que realmente importa:
consumir, mas apenas aquilo de que realmente se necessita. Desta forma
estaremos a garantir a saúde do planeta e a dar-lhe oportunidades para se
renovar, entregando aos nossos filhos um planeta mais saudável!
Na opinião dos
formandos que estiveram presentes, nomeadamente as turmas 1, 2, 3 e 4, estes
fóruns foram bastante interessantes e contribuíram em muito para a sua formação
enquanto pessoas e cidadãos, quer pelos temas tratados quer pela forma como os
preletores os fizeram refletir sobre as temáticas propostas, alertando-os para
a importância do conhecimento e da defesa do nosso património cultural,
turístico e ambiental.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Sugestão da Coordenação
Hábitos de poupança na Holanda
Nada que interesse a Portugal, país rico…A leitura do texto dispensa comentários...
Helena Rico, 42 anos, Groningen, HolandaA propósito do desafio sobre os novos hábitos de poupança na abertura do ano lectivo, resolvi partilhar a minha experiência uma vez que vivo no norte da Holanda, onde tudo se passa de modo completamente diferente.
Em primeiro lugar, os livros são gratuitos. São entregues a cada aluno no início do ano lectivo, com um autocolante que atesta o estado do livro. Pode ser novo ou já ter sido anteriormente usado por outros alunos. No final do ano, os livros são devolvidos à escola e novamente avaliados quanto ao seu estado. Se por qualquer razão foram entregues em bom estado e devolvidos já muito mal tratados, o aluno poderá ter de pagá-los, no todo ou em parte.
Todos os anos, os cadernos que não foram terminados voltam a ser usados até ao fim. O contrário é, inclusivamente, muito mal visto. Os alunos são estimulados a reutilizar os materiais. Nas disciplinas tecnológicas e de artes, são fornecidos livros para desenho, de capa dura, que deverão ser usados ao longo de todo o ciclo (cinco anos).
Obviamente que as lojas estão, a partir de Julho/Agosto, inundadas de artigos apelativos mas nas escolas a política é a de poupar e aproveitar ao máximo. Se por qualquer razão é necessário algum material mais caro (calculadora, compasso, por exemplo), há um sistema (dinamizado por pais e professores, ou alunos mais velhos) que permite o empréstimo ou a doação, consoante a natureza do produto.
Ao longo do ano, os alunos têm de ler obrigatoriamente vários livros. Nenhum é comprado porque a escola empresta ou simplesmente são requisitados numa das bibliotecas da cidade, todas ligadas em rede para facilitar as devoluções, por exemplo. Aliás, todas as crianças vão à biblioteca, é um hábito muito valorizado.
A minha filha mais nova começou as suas aulas de ballet. Não nos pediram nada, nenhum fato nem sapatos especiais. Mas como é universalmente sabido, as meninas gostam do ballet porque é cor-de-rosa e porque as roupas também contam. Então, as mães vão passando os fatos e a minha filha recebeu hoje, naturalmente, o seu maillot cor-de-rosa com tutu, e uns sapatinhos, tudo já usado. Quando já não servir, é devolvido. E não estamos a falar de famílias carenciadas, pelo contrário. É assim há muito tempo.
O meu filho mais velho começará a ter, na próxima semana, aulas de guitarra. Se a coisa for levada mesmo a sério, poderemos alugar uma guitarra ou facilmente comprar uma em segunda mão.
Este sistema faz toda a diferença porque, desde que vivo na Holanda, terminou o pesadelo do início do ano. Tudo se passa com maior tranquilidade, não há a febre do "regresso às aulas do Continente" e os miúdos e os pais são muito menos pressionados. De facto, noto que há uma grande diferença se compararmos o nosso país e a Holanda (ou com outros países do Norte da Europa, onde tudo funciona de forma idêntica). Usar ou comprar o que quer que seja em segunda mão é uma atitude socialmente louvável, pelo que existe mil e umas opções. Não só se aprende desde cedo a poupar e a reutilizar, como a focar as atenções, sobretudo as dos mais pequenos, nas coisas realmente importantes.Publicado no "PÚBLICO" - 30-09-2011
Portugal não é um país Rico! É sim um País subdesenvolvido.
Nos países subdesenvolvidos, cada um quer ser melhor que o outro. É assim que o consumismo dispara de modo absolutamente estúpido.
Em Portugal ir para a escola com um livro usado! Nem pensar. O meu menino não é nenhum "pelintra"!Saudações cordiais
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Atividade Integradora
Visita
ao Centro de Ciência Viva e ao Aquário – Porto Moniz
No
dia catorze de abril, realizou-se uma atividade integradora ao Porto Moniz, com
a participação das turmas um, dois, três, quatro e cinco, no âmbito das áreas
de competência-chave de CP, CLC e STC. Estiveram presentes nesta visita os
formadores: Inácio Jesus, Eduardo Madeira, Augusta Santos e Patrícia Campos.
A
visita correu muito bem, uma vez que, os formandos demonstraram interesse e
agrado pelos locais visitados.
No
Centro de Ciência Viva puderam experienciar diversas atividades, aliando a
ciência e as novas tecnologias ao conhecimento.
De
entre as muitas exposições, as quais permitiam que os visitantes interagissem
com o que os rodeava, destacou-se a exposição interativa referente à
Laurissilva.
No
que respeita à visita ao Aquário, os formandos tiveram a oportunidade de
observar a diversidade de espécies da fauna marinha regional, levantando várias
questões sobre o tema à bióloga que os acompanhava.
No
passado dia catorze de abril, os formandos dos cursos EFA, turmas 1, 2, 4 e 5 da
Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço realizaram uma visita de estudo a
uma das freguesias mais antigas do norte da ilha da Madeira, o Porto Moniz.
Nesta visita de estudo foram pontos de paragem obrigatória o Aquário da Madeira
e o Centro de Ciência Viva, tendo por objetivo proporcionar aos formandos maior
conhecimento do Património madeirense e sobre assuntos relacionados com ciência
e tecnologia; sensibilizar para a sua importância num contexto de modernidade; desenvolver
o espírito de observação e ministrar momentos de lazer e são convívio entre
formandos.
Nesse dia foi também feita a visita de
estudo ao Centro de Ciência Viva, um local onde os alunos poderam explorar
exposições e outras ações de divulgação científica. À
entrada do Centro de Ciência Viva deparam com a existência de um globo gigante.
O encanto da Floresta
Laurissilva foi recriado numa mágica e surpreendente enciclopédia que permitia conhecer
a origem e a evolução da Floresta Laurissilva, uma
relíquia que data do período terciário, tempos em que o Homem primitivo ainda
nem existia!
No observatório virtual
da Laurissilva, além da floresta, os alunos puderam descobrir as espécies aí
existentes, ouvir os seus sons e aprender as suas características.
No âmbito da proteção ambiental distinguiram-se o
jogo da reciclagem e o jogo da água que tem como objetivo aumentar a
consciência de que a água é um recurso natural valiosíssimo captado pela
Floresta Laurissilva.
Terminadas
ambas as visitas, os alunos puderam caminhar ao longo da promenade onde
encontraram uma variedade de cafés, restaurantes e lojas de souvenirs, onde
almoçaram e conviveram durante alguns minutos antes de regressarem ao ponto de
partida.
Por volta das catorze horas os alunos
reuniram-se no local de partida do autocarro e chegaram à escola do Caniço pelas
quinze horas.
Todos
os alunos ficaram enriquecidos com esta visita de estudo, permanecendo na sua
memória a paisagem que puderam desfrutar da natureza; a beleza das piscinas
naturais; o inolvidável espetáculo do Aquário do Porto Moniz e o Centro de
Ciência Viva, onde puderam embarcar numa experiência única de lazer aliado à
ciência e ao conhecimento.
Teresa Silva nº 31 Turma 1
Formador:
Eduardo Madeira
CP - NG7:
Argumentação e Assertividade















